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06/08/2014

Agosto

Eu decidi agora, nesse mês de incertezas, inseguranças e contínuos fatos novos, que deveria voltar a fazer as coisas que habitualmente faço. A gente cria hábitos e esses hábitos são bons porque afinal de contas a gente pode se basear neles, tê-los como referência. E o caso é que eu fazia isso. Escrevia uma pequena coluna para amigos muito queridos, com os quais eu me encontrava, regularmente, no Encontros com o Professor - ou até fora dele -, e isso me dava satisfação. Por quê? Porque como o Luís Augusto Fischer observou, e eu fiquei contente com a observação, "esse é o Ruy por escrito". O Ruy que fala, o Ruy que discursa, o Ruy que palestra, esse é um - o mesmo, é claro, mas é um. O outro, e que é igual a ele, mas com tonalidades diferentes, é esse que escreve. E a vontade de escrever é uma coisa muito boa porque ela está na raiz daquilo que a gente é, daquilo que a gente tenta fazer e, sobretudo, no modo como gostaríamos que as pessoas nos reconhecessem.

Eu sempre escrevi, mas na verdade nunca me li com a atenção necessária. Venho o fazendo há pouco. Então agora, nesse mês incerto de agosto, em que eu tomei a decisão de começar tudo outra vez, devagar, com calma, eu me dei conta de que não há muito a corrigir, mas há bastante para acrescentar, e isso é positivo, convenhamos!

Esse é um ano que me colheu doente, hospitalizado, com tratamento intenso, com preocupação dos amigos, dos familiares. Mas, o que é que se pode fazer? Não é que fosse justo, mas é que isso acontece. Eu tive esse percalço. Saí do ar e deixei de fazer as coisas. Deixei de ler. Deixei de manter conversações mais demoradas. Eu não pude reproduzir coisas que gostaria. Pouco saí, ou quase não saí da minha casa. Fiquei de quarentena mesmo, como se diz, e tudo isso em busca outra vez do reestabelecimento, que agora eu estou consagrando nessa primeira crônica.

A minha ideia é que eu a escreva, a dite, semanalmente. É um modo de me relacionar com as pessoas e é também o modo como eu me afirmo pessoalmente. Isso é importante na vida, afirmar-se.


Eu agora estou retomando as minhas coisas com vagar, sem pressa e com uma certa cautela, que eu acho que a gente tem que ter. Cheguei numa idade em que a cautela se impõe. Cheguei numa idade na qual é preciso levar em conta uma certa diminuição das velocidades, uma certa pausa maior, tempos maiores para nada, aparentemente. Para o vazio. Para o silêncio. E é nisso que se reconstrói, a cada dia, um trabalho como o meu.

Não é que eu esteja feliz, estou ficando é satisfeito. Ou seja, está voltando outra vez a vontade de fazer as coisas e está voltando, como sempre esteve, ligada ao que eu faço, ligada as pessoas de quem eu gosto e, necessariamente, comprometida com o futuro.


 
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