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21/08/2014

Para não dizer que não falo de futebol
A melhor maneira de se corrigir um erro é voltar a ele, encontrar um ponto de partida, uma boa saída e tentar. Não tem outro modo. Veja-se a Seleção Brasileira. O Dunga, que é o novo técnico, fez sua primeira convocação. É basicamente o que já se sabia. As alterações são pequenas e significavam apenas, assim, oportunidades. O erro ficou escondido. O erro ficou para trás. Recuperar agora, exatamente a partir dele e retomar totalmente aquilo que se imagina - e acho que é muito do imaginário mesmo - ser uma seleção brasileira competente, rica e artística, isto requer mais tempo, mais jogadores e talvez requeira também algumas mudanças que não sabemos fazer.

O brasileiro, ao contrário do que se imagina, muda pouco. Ele é reiteradamente o mesmo. Ele repete em eleições, repete em escolhas, repete em comportamentos. Ele se repete diante dos amigos e dos inimigos de um modo trivial, ou seja, aquele que ele sempre tem. Então, é difícil a gente imaginar como se progride, como se pode avançar, mas que é indispensável avançar, é.

A Seleção tem dois jogos amistosos, depois vai para outra etapa, e o Dunga disse que - e acho que disse bem - contra a Colômbia, agora, é o primeiro jogo da Copa do Mundo. É e nele que a gente terá que ver aquilo que não se vê naturalmente e terá que imaginar aquilo que é difícil imaginar. Enfim, um futebol brasileiro qualificado, esse não temos, vamos ter que encontrar.

A decisão do Luiz Felipe Scolari em voltar ao Grêmio, aceitar o desafio, aceitar as pressões e recomeçar tem muito disso que eu estava falando. Ou seja, também é um recomeço. Mas, aí, as coisas tornam-se dramáticas, no sentido de que não haveria outro. Se Felipão não voltasse para o Grêmio, aceitasse o desafio de dar continuidade imediata ao trabalho que estava sendo feito, ele estaria necessariamente dando um salto no vazio. E o salto tem que ser calculado.

O Grêmio, o Felipão, o presidente Fábio Koff e todos aqueles que mandam, ouvem, prestam atenção, interferem, ajudam ou não ajudam e ficam indiferentes, todos, sem exceção, estão a espera de alguma coisa importante que possa acontecer. E que, de uma certa forma, começa a acontecer. Se vai ter sucesso rápido, se vai se reabilitar velozmente, isso é outra questão. Mas a verdade é que o Felipão só poderia começar depois do brutal fracasso na Copa do Mundo pelo Grêmio e nessas circunstâncias. Essa é a tragédia das escolhas, às vezes não há mesmo o que fazer - uma mínima chance, uma mínima saída, uma mínima escolha.

Glênio
A morte do Glênio Reis não foi como ele gostaria. Nenhuma morte é. Ele gostaria de estar com o microfone à mão. Ele gostaria de estar sendo ouvido pela rádio. Ele gostaria de estar ouvindo suas músicas. Ele gostaria de estar próximo daquilo que tanto amava. Foi um homem de extrema fidelidade, sempre foi assim. Eu o conhecia há muito tempo. Ele sempre foi um homem apaixonado e não mais do que duas ou três paixões. A mulher foi uma paixão. Ele a perdeu. O Grêmio também foi sua paixão e ele perseguiu sempre essa questão. E a música, os músicos. A música popular brasileira, aí estava a sua grande paixão. Ele deveria ter morrido em meio a tudo isso. Mas não é assim que se constrói uma situação. Ela simplesmente termina. A saudade do Glênio Reis, essa sim, permanece tal qual eu o estou vendo agora aqui a minha frente.


 
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