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03/10/2014

Pré-eleição

Eleição é o modo como a sociedade muda de tempos em tempos, eleição por eleição. Não muda tudo, muda apenas aquilo que está em questão. Muitas vezes é um setor, outras tantas, como agora, são vários, muitos, e parece que o Brasil todo está mudando. Este é o engodo da eleição: ela parece uma mudança, uma coisa que se altera, que se transforma em outra e que pode efetivamente significar o contrário. Mas, a política é uma atividade através da qual as coisas se repetem. Ou seja, a política é basicamente uma repetição de procedimentos. Eles são de natureza genérica, específicos por setores e regiões e também individuais. Mas são, na verdade, mudanças previstas. Mais ou menos consentidas e que atingem apenas uma superfície dos fatos.

Se a gente quisesse aprofundar uma relação de mudança como esta, a gente teria que encontrar os veios através dos quais isso poderia efetivamente acontecer. Mas, ao prestar atenção nos discursos, nas coisas postas em questão, naquilo que, de certa forma, é uma reinvindicação de partidos e grupos, percebe-se que, na verdade, o que se quer é a continuação. Ou seja, dar andamento àquilo que está aí, até porque uma mudança radical é impensável.

A política e a eleição não tem este poder, até porque poderia tornar-se um efeito contra si própria. E isso, convenhamos, é inviável. O que tem na eleição é uma simulação, ou seja, as coisas parecem que vão mudar, e mudam as pessoas aqui e ali, e muda em parte o discurso, altera-se essa questão ou aquela, mas se examinarmos o conjunto todo, com mais demora e atenção, verificaremos que as mudanças são superficiais. O essencial se mantém e se repete. Aquilo que efetivamente move a sociedade está intacto. Não há um processo revolucionário. Não há um processo de mudança radical. Não existe a troca do lugar ou das pessoas integralmente. O que existe é uma continuação.


Então, não podemos nos iludir com as eleições. Elas são importantes porque as pessoas podem finalmente fazer uma declaração, que na aparência é universal. Mas é uma declaração que faz bem à saúde, ao ego das pessoas, porque afinal de contas parece que eu, você e todos estamos decidindo sobre o Brasil. Mas, na verdade, o Brasil já está decidido.


 
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