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Ouça o Encontros na
Rádio CBN 1340.
Aos sábados, às 10h,
e segundas-feiras, às 14h.

 
 
Quem:
Enéas de Souza
Quando:
24/10/2013 - 19h30
   
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24/10/2013
Luz, Câmera... Enéas de Souza

Na noite desta quinta-feira, 24, Ruy Carlos Ostermann recebeu para mais um Encontros com o Professor o crítico de cinema Enéas de Souza. No palco do Centro Cultural CEEE Erico Verissimo, Ruy anunciou o evento e o convidado. "Hoje é uma noite importante não só para mim, mas também para o Enéas. Somos amigos desde que Porto Alegre foi fundada", brincou.

Mas, antes do bate-papo, o público presente pode assistir, projetado no telão do auditório do CCCEV, ao curta "Os Filmes Estão Vivos", direção de Fabiano de Souza (filho de Enéas) e Milton do Prado. Enéas, viaja a Paris todos os anos, para se certificar de que lá os filmes estão vivos. A obra retrata seis dias de janeiro de 2013, onde assiste a um filme por dia e revê sua relação com o cinema e a cidade. Após os 25 minutos de exibição o papo só poderia ter iniciado de uma maneira: cinema.

Enéas começou comentando sobre a influência francesa no cinema. Segundo ele, a França absorveu o cinema como parte da sua própria cultura. "O que não quer dizer que o cinema dos EUA não tenha a sua importância. Os americanos desenvolvem a parte comercial do filme, por exemplo. Na crítica, o brasileiro é mais francês. Já na produção é mais americano", completa. A todo o momento, inclusive no filme, Enéas lembra que, embora se passe em Paris, o filme não é "francófilo".

Ruy e Enéas foram colegas na faculdade de Filosofia e o entrevistado relembrou algumas passagens da vida acadêmica. "Um pensamento que me irritava profundamente na faculdade era que quem pensa são somente os filósofos. Pois eu via o pessoal da literatura pensando. Um romance é uma forte reflexão. Assim como o cinema. Se pensava que cinema era puro entretenimento, mas não. Ele também contém uma forte reflexão de nós mesmos, da ética, dos valores, da política, de tudo", considera.

Para o crítico, o filme exige mais do que o romance e mais do que as artes plásticas. Ele exige uma discussão em conjunto. "Embora ele seja visto individualmente, as pessoas saem da sala de cinema e perguntam para as outras: "e, ai? o que você achou? e aquela cena?" É uma experiência coletiva e deve-se discuti-la em grupo. E a intenção não é convencer o outro. É debater e aprimorar a sua própria ideia. E com certeza todos ficam mais enriquecidos", entende.

Sobre ser crítico de cinema, o entrevistado defendeu algumas teses. "É preciso ver, rever e rever um filme. Um crítico não vê um filme e sai com tudo na cabeça. Um filme com legenda, por exemplo, nos faz perder metade da atenção com a legenda. Em uma segunda vez, eu não preciso prestar tanta atenção na legenda e posso perceber luz, efeitos, planos e etc", disse.

Na parte final da entrevista, Enéas fez questão de salientar que vivemos um período de "banalização da cultura". "Às vezes, nos vendem um filme como maravilhoso, e ele é horroroso. Os livros de auto-ajuda e romances rasos são outros exemplos. O Godard já percebia nos anos 1970 que os artistas estão no gueto, estão à margem da sociedade. É a banalização da cultura. Na música é Caetano, Gil e todos aqueles que conhecemos. Não está havendo uma renovação. Mas nada tem a capacidade de dominar todos os seres-humanos. Alguns resistem", polemizou.

Ao ser questionado pelo público se as artes atravessam um momento de "breguice", Enéas disse que sim. "Mas tem gente que é contra isso. Que resiste. Se pensarmos nos gregos. Eles não eram todos Sócrates, Platão, Aristóteles. Isso é um equívoco. Eles eram destaques. Precisamos de mais saúde, segurança e assistência social. Mas precisamos também de mais cultura. E não existe cultura sem educação. Um dos maiores erros que se cometeu foi a separação da educação e da cultura. E não sou contra a indústria da cultura. Ela não pode é ser maior que a cultura", finalizou.




 
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